E os Correios?


Correios x Monopólio x Ineficiência do Estado, e aí?



       Após o levantamento dos resultados financeiros dos Correios em 2017 por meio do ministro Gilberto Kassab, o governo admite a possibilidade de privatizar os Correios. Mesmo sendo um monopólio estatal no setor de operações logísticas e telégrafos, os Correios tem apresentado um prejuízo milionário de quase R$ 500 milhões nos 2 primeiros meses de 2017, além dos outros bilhões de prejuízo acumulados desde 2013, a empresa também conta com muitas reclamações devido ao péssimo serviço prestado a seus clientes; vale ressaltar que os Correios tem tentado ampliar o seu monopólio sobre operações logísticas que pertence as transportadoras privadas, praticando assim uma concorrência desleal, pois sabemos que as empresas privadas são taxadas de uma tão grande carga tributária, que somadas beiram aos 50% da sua ROB (receita operacional bruta), taxação essa que não é aplicada aos correios devido ser estatal. O inchaço do funcionalismo público aliado a politicagem e a má gestão somado a inércia de um estado “gordo”, tem mostrado a sua face avassaladora mais uma vez.

              
Sendo assim, podemos considerar que seria um bom momento para o governo lançar essa empresa no mercado econômico aberto (privatizando uma empresa que não dá lucro há 4 anos). Pois, no mercado econômico aberto não haveria espaço para a ineficiência, improdutividade, inchaço de processos burocráticos e de contratações de pessoas da alta gerência usadas como cabides de empregos ligados a política. Além do mais, acabaria com a disparidade na regulamentação entre as empresas estatais e privadas que, praticando a mesma modalidade de serviços, são tratadas com pesos e medidas diferentes.
              Vale lembrar que esses prejuízos são absorvidos pelo estado, que por sua vez se utiliza do dinheiro da população ativa, para cobrir os rombos causados pelo próprio estado, e que, o fato de os prejuízos financeiros se acentuarem a partir de 2013 no governo do PT, e o fato de ter sido subtraído (sumiu) o fundo de pensão da aposentadoria dos funcionários dos correios em 2016, tudo isso é “mera coincidência”.
              Porém, a pergunta que não quer calar é, quem compraria uma empresa inchada, endividada, que não dá lucro, que tem cada vez menos demanda devido ao fato de que a população tem migrado para a comunicação via APPs, e quanto pagaria?
              Infelizmente, por incrível que pareça, a melhor saída para salvar os Correios neste momento seria DAR (de graça) a empresa para alguém que queira, para que o governo deixe de usar o nosso dinheiro para tapar o prejuízo bilionário causado pela sua ineficiência e, posteriormente, volte a arrecadar impostos do novo "comprador" dos correios.




Fontes:
NTC&Logística
http://exame.abril.com.br/negocios/no...
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/01/1725135-pf-ve-rombo-de-r-5-bi-em-fundo-de-pensao-dos-correios.shtml
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/07/mpf-denuncia-8-por-fraudes-no-fundo-de-pensao-dos-correios.html
https://www.youtube.com/watch?v=Mz_K3oKicPs



https://www.linkedin.com/in/moises-da-costa-rodrigues-do-e-santo-27088644

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