Empreendedor VS Administrador



Empreendedor versus Administrador



         
        Você já deve ter ouvido alguma história onde um pai com pouca ou nenhuma formação acadêmica deixou uma empresa/bens para os seus filhos (formados academicamente) e, que algum tempo depois, a empresa faliu, ou o inverso, onde um pai nunca deu "nada" para o seu filho e, mesmo assim, esse filho consegue êxito em sua jornada?

             Vamos discorrer um pouco sobre esse assunto. À princípio, é importante fazermos uma diferenciação a respeito do que seria um administrador e um empreendedor. Um administrador é aquele que planeja, orienta e organiza os recursos gerais de uma organização, afim de buscar um equilíbrio e uma otimização aos desafios que o cerca. Já o empreendedor poderia ser colocado como uma das figuras centrais na economia, pois, o empreendedor não seria uma pessoa que administra uma empresa (exclusivamente), mas sim é alguém que tem a percepção de erros, alguém que percebe a movimentação da economia do pais e percebe as más alocações, as alocações indesejáveis ou desejáveis e tem a percepção de um Spread (Spread é a diferença entre o preço de compra (demanda) e venda (oferta) de uma ação, título ou transação monetária) e diz, “eu vou corrigir este desvio”. 

            Seria como se o empreendedor estivesse em um constante estado de alerta, onde em um mercado econômico que é constituído por indivíduos, a figura do empreendedor que sempre busca atender uma demanda da sociedade ou de uma organização, seja responsável pela movimentação das curvas de oferta e procura. Porém, como o empreendedor é um ser humano passível de falhas, o empreendedorismo deve ser afinado e aprimorado, pois, se o empreendedor não fizer uma análise de riscos, das incertezas, e uma medição geral das possibilidades que poderá envolver o seu empreendimento, com um olhar para além de onde os olhos podem ver, qualquer análise mal realizada, acarretará em uma absorção direta sobre o seu empreendimento que, dependendo do tamanho do impacto, poderá leva-lo à falência.



         Ainda sobre a questão dos riscos, não podemos deixar de considerar que, por exemplo, até mesmo uma informação incorreta emitida pelo governo a respeito da manipulação do preço dos juros, faria com que o governo estivesse incentivando o empréstimo, nesse caso o empreendedor poderia enxergar como uma oportunidade de investimento; sendo uma informação incorreta, os resultados de uma nova apuração as taxas de juros, dependendo da discrepância poderia acarretar uma bolha inflacionária posteriormente, fazendo com que o empreendedor absorva posteriormente toda a carga inflacionária, colocando novamente em risco o seu empreendimento. Por isso o mercado financeiro global reage também, conforme o grau de credibilidade financeira, política e social de um determinado governo, daí vêm a importância de se ter uma boa equipe econômica na base do governo bem como uma boa equipe de ministros que se responsabilizarão pelas ações tomadas no nível estratégico em seus respectivos setores.


         Diante dessas definições entre um administrador e um empreendedor, podemos perceber que, nem sempre uma pessoa que administra estará empreendendo e, da mesma forma, nem sempre o que empreende estará administrando. O ideal seria houvesse uma fusão entre esses dois perfis de profissionais onde o administrador possa buscar uma visão mais adiante (futurística) e o empreendedor possa buscar uma visão mais sistêmica (realista e detalhista). 



Fonte:

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Será que temos Responsabilidade Social?


Será que temos Responsabilidade Social?



Responsabilidade Social é responder as demandas sociais na medida que surgem e de forma adequada. Porém, hoje em dia, a responsabilidade social tem se transformado em um produto, as empresas se utilizam desse termo de forma a adquirir apenas um título ou um selo, pelo simples entendimento de que essas ações passaram a ter valor para a sociedade, dessa forma, as instituições buscam esses "troféus", mesmo que a empresa não adquira tal selo por boa vontade, ou melhor, nas melhores das intenções.

Tornou-se então em um diferencial competitivo social, logo, passou a fazer parte da estratégia das organizações até mesmo nos projetos de investimentos, custos, despesas e lucro. Muitas empresas usurpam desses selos para adquirirem e utilizarem recursos naturais com o pretexto de consciência ambiental ou supostas vantagens aos funcionários, porém, por trás das cortinas, o interesse é puramente comercial, apenas como ressalva, é importante lembrar que, muitas dessas "ações sociais" deveriam ser respondidas pelo Estado e não por empresas privadas. Essa questão abre outra veia que é a má fiscalização do estado no que tange a fazer-se cumprir as leis fiscais e ambientais nas organizações (Ex.: Empresas madeireiras justificam cobranças mais caras alegando que as suas matérias primas são compradas e vendidas com NFs, sendo que esse formato deveria ser obrigatório e regra e não exceção).

 O que fazer?

Podemos esperar a salvação ambiental do nosso planeta, somente quando houver um despertar real a respeito da ação predatória humana na utilização dos recursos naturais. Particularmente, analisando a velocidade da "evolução" ou involução humana na sua busca implacável pelo poder, pelo conforto que mais afasta as pessoas da vida social do que as aproximam, deixando a sociedade cada vez mais egoísta, "cada um olhando pelo seu próprio umbigo", somos levados automaticamente para questões morais, as quais sendo tocadas, poderão suscitar um efeito mais eficiente e eficaz no que tange a Responsabilidade Social.


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E os Correios?


Correios x Monopólio x Ineficiência do Estado, e aí?



       Após o levantamento dos resultados financeiros dos Correios em 2017 por meio do ministro Gilberto Kassab, o governo admite a possibilidade de privatizar os Correios. Mesmo sendo um monopólio estatal no setor de operações logísticas e telégrafos, os Correios tem apresentado um prejuízo milionário de quase R$ 500 milhões nos 2 primeiros meses de 2017, além dos outros bilhões de prejuízo acumulados desde 2013, a empresa também conta com muitas reclamações devido ao péssimo serviço prestado a seus clientes; vale ressaltar que os Correios tem tentado ampliar o seu monopólio sobre operações logísticas que pertence as transportadoras privadas, praticando assim uma concorrência desleal, pois sabemos que as empresas privadas são taxadas de uma tão grande carga tributária, que somadas beiram aos 50% da sua ROB (receita operacional bruta), taxação essa que não é aplicada aos correios devido ser estatal. O inchaço do funcionalismo público aliado a politicagem e a má gestão somado a inércia de um estado “gordo”, tem mostrado a sua face avassaladora mais uma vez.

              
Sendo assim, podemos considerar que seria um bom momento para o governo lançar essa empresa no mercado econômico aberto (privatizando uma empresa que não dá lucro há 4 anos). Pois, no mercado econômico aberto não haveria espaço para a ineficiência, improdutividade, inchaço de processos burocráticos e de contratações de pessoas da alta gerência usadas como cabides de empregos ligados a política. Além do mais, acabaria com a disparidade na regulamentação entre as empresas estatais e privadas que, praticando a mesma modalidade de serviços, são tratadas com pesos e medidas diferentes.
              Vale lembrar que esses prejuízos são absorvidos pelo estado, que por sua vez se utiliza do dinheiro da população ativa, para cobrir os rombos causados pelo próprio estado, e que, o fato de os prejuízos financeiros se acentuarem a partir de 2013 no governo do PT, e o fato de ter sido subtraído (sumiu) o fundo de pensão da aposentadoria dos funcionários dos correios em 2016, tudo isso é “mera coincidência”.
              Porém, a pergunta que não quer calar é, quem compraria uma empresa inchada, endividada, que não dá lucro, que tem cada vez menos demanda devido ao fato de que a população tem migrado para a comunicação via APPs, e quanto pagaria?
              Infelizmente, por incrível que pareça, a melhor saída para salvar os Correios neste momento seria DAR (de graça) a empresa para alguém que queira, para que o governo deixe de usar o nosso dinheiro para tapar o prejuízo bilionário causado pela sua ineficiência e, posteriormente, volte a arrecadar impostos do novo "comprador" dos correios.




Fontes:
NTC&Logística
http://exame.abril.com.br/negocios/no...
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/01/1725135-pf-ve-rombo-de-r-5-bi-em-fundo-de-pensao-dos-correios.shtml
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/07/mpf-denuncia-8-por-fraudes-no-fundo-de-pensao-dos-correios.html
https://www.youtube.com/watch?v=Mz_K3oKicPs



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